“O artista baiano utiliza a roda da bicicleta, tão cara aos ideais de Duchamp, e a recoloca no seu lugar de origem num simples cotidiano".

Veneza Melo

São nas similitudes físicas que Ricardo Franco apoia seu trabalho”, destaca a pesquisadora de artes visuais, Vaneza Mello. Para o colecionador Nino Nogueira, ao conhecer a obra de Franco pela primeira vez, notou claramente o domínio da técnica do artista. “Ele utiliza referências do cotidiano, trabalhando inicialmente com fotografia, depois velando como uma pintura expressionista, com pinceladas gestuais com veladuras surpreendentes e tons fortes.

 

A pintura é carregada de emoção, como se fosse um registro do olhar, sobre sua volta!” E não é apenas com pinturas que o artista visual trabalha, mas também com desenhos, fotografias e esculturas. A mostra exibe, antes de tudo, a vibração da luz e da cor; as figuras que se desmancham em manchas, querem ser pinturas e nada mais. Além de passar pela fotografia, a obra visita o impressionismo e o expressionismo para buscar referências no desenvolver da sua obra e criar um repertório

 

Sobre o artista:

 

Ricardo Franco vive e trabalha em Salvador, onde nasceu. Realizou sua primeira exposição individual em 2011. Participou de exposições coletivas em Barcelona, Paris, Finlândia, Portugal, Egito, New York, Shangai, entre outras.

 

Tem trabalhos exibidos em grandes exposições coletivas em Salvador, Feira de Santana, São Paulo e Rio de Janeiro, onde seu trabalho foi premiado duas vezes no Salão de Artes. Recebeu o troféu destaque 2011 em Niterói, além de honra ao mérito de melhor tema no Salão Internacional de Arte Contemporânea em Barcelona.